A Emoção da Constelação

Há muito tempo eu queria fazer Constelação Familiar. Mas tudo tem seu tempo certo, e ainda não tinha surgido a oportunidade ideal. A verdade é que querer é poder, e no momento em que a vontade foi mais forte que a insegurança, as coisas começaram a acontecer. Mudanças, pequenas mudanças, que foram se somando, em sequência, mostrando que o caminho definitivamente estava mudando de rumo, tomando a direção que há tanto tempo eu sonhava. Ainda estou a caminho, mas agora vou mais segura, mais convicta de que chegarei onde quero. Mais tranquila, em paz com os meus desejos, que agora aceito como legítimos.

Como o próprio nome diz, a constelação é para tratar de problemas em nossa história familiar. Traumas, ausências ou bloqueios experimentados por nossos pais, avós ou bisavós. Situações mal resolvidas que herdamos, e que nos sentimos compelidos a solucionar, repetindo velhos erros sem saber nem mesmo por quê. Carregando sobre nossos ombros e subconscientes responsabilidades ignoradas.

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Baco – Nova Temporada

Baco, o Deus do Vinho. Um espetáculo flamenco. Teatro Ipanema, dezembro de 2009

Após um primeiro semestre meio irregular na prática do flamenco… grandes emoções alternadas com períodos “mornos” por conta do excesso de trabalho, há algumas semanas voltei a ensaiar em ritmo intenso com a companhia. É que em julho a Cia Garcia de Danza, do meu querido mestre Rodrigo García, estará se apresentando no Centro Coreográfico do Rio de Janeiro. É uma honra nos apresentarmos lá, pois é feita uma seleção pela Secretaria de Cultura com os que são considerados melhores. Uau!

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Não vivo sem bailar

Astrid Fonenelle disse uma vez, numa entrevista, que tem propensão genética para a alegria. Pois eu e uma irmã herdamos da família do meu pai uma propensão genética pra depressão, que nos obriga a estar sempre alertas.

Eu comecei a fazer balé moderno aos 9 anos, depois passei pro jazz, e só parei quando comecei a estagiar, lá pelos 19 anos. E digo que foi a dança que me permitiu crescer de uma maneira “normal”. Na dança eu dava vazão à minha emoção, que ficava reprimida o resto do tempo todo. Imagina como seria sem ela!

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Crianças e Brócolis

Quem me conhece sabe que me orgulho de que meus filhos sejam meio ETs, como eu. Outro dia meu filho me deu uma aula de como a casa do vizinho, de telhado pontiagudo, era boa pra igrejas, que se conectam com o céu, mas que não era boa pra casa de morar. Quando perguntei onde ele tinha aprendido isso, ele respondeu que eu ensinei. Nem me lembrava! Mas ele aprendeu direitinho.

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Hoje fomos com as crianças a um restaurante natural. Rafinha (7) comeu um prato de 450g em menos de 5 minutos. Foi o tempo que eu levei pra fazer meu prato e voltar, e ele já estava na última garfada. Acho que não era só fome.

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Quase um ano

Nunca imaginei levar tanto tempo pra renovar os sentimentos.

Alguém tem aquela super faca que corta tudo? Pra ver se eu consigo cortar de vez esses laços!
Ou talvez uma cirurgia a laser pra extirpar emoções inconvenientes do coração…
Quero voar.
Quero ser livre.
Quero respirar até encher os pulmões.
Ir hacia la felicidad…
Ih, escorreguei de novo!

Que saudade estranha é essa que sinto, acho que de alguma outra vida na Espanha.
Há mais de 15 anos fui estudar espanhol, por nada, nenhum objetivo ou necessidade; só porque eu gostava. E nem estava na moda ainda. Não tinha curso em tudo que é curso de inglês, como hoje. Só tinha na Casa D’España, no Humaitá. E eu me despencava à noite pra lá, depois de ir à faculdade de manhã e ao estágio à tarde.

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